[Terceira Intermissão]
Diamond in the rough
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Oito estórias. Somos feitos de oito estórias. Isso. Oito. Pode contar. Na verdade, é quase certo que perderá a conta…
Oito estórias que se repetem. Que se repetem eternamente – ou o equivalente a uma eternidade na pequena duração de uma vida. Oito estórias com diferentes nomes, diferentes rostos, diferentes durações, diferentes começos e diferentes fins. Mas que são sempre as oito estórias, sempre as mesmas oito estórias.
Oito estórias. Sim, somos limitados. Mas, às vezes, em momentos mais alegres, você as acaba vendo como oito chances – o que, por sua vez, passa a ser muito. Oito chances de acertar. Oito chances que, na verdade, nada têm de chances, nada têm de incerto, pois são estórias que você está cansado de conhecer. Afinal, elas são apenas oito.
Oito estórias. Apenas oito. E você ainda faz questão de esquecê-las. Mas não é totalmente sua culpa: uma pequenina estrela não consegue enxergar o universo que a contém, do mesmo modo que um peixe não pode entender o que é a água. Oito maneiras de não se entender nada. Oito chances de se perder.
Oito estórias. Oito intermináveis estórias. Mas também oito viradas de página. Oito vezes oito vezes oito vezes… Cada uma mais dolorosa que a anterior. Mas acho que deve ser assim: oito tentativas de acordar, oito tapas na bunda do recém-nascido. E o safanão só tende a ficar mais violento. Mas isso também parece necessário. O sono é por demais pesado…
Oito estórias. Oito heróis. Oito donzelas em perigo. Oito vilões. Oito aliados. Oito faces de um mesmo diamante. E o que são diamantes senão a cristalização da vida? Escrita em livros eternos, octaédricos…
Oito estórias. Inexoravelmente oito. Para sempre. Oito instantes e acabou.
Oito estórias. Oito. 8.
∞
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Cara, definitivamente agora acredito que compartilhamos de alguma telepatia… não é possível!
Manuel Carreiro disse isso em 10 10UTC dezembro 10UTC 2009 às 5:15 am |